Primavera: época ideal para um vinho tinto leve

Até o final do ano, as pessoas poderão desfrutar de um clima agradável. Como a estação marca um período de transição entre o Inverno e o Verão, podem acontecer chuvas, um pouco de frio, temperaturas amenas. Por isso, a Primavera é considerada perfeita para beber um bom vinho tinto leve na companhia de amigos ou mesmo sozinho.

O vinho tinto leve é fresco, frutado e com baixo tanino. Tem um estilo mais simples e suculento. Não há taninos fortes que interferem em sua suavidade e a acidez é elegante. Ele pode ser oriundo tanto do Velho Mundo quanto do Novo Mundo, de cepas como Pinot Noir e Merlot.

Em países quentes, nos quais as uvas amadurecem mais ao Sol, o tanino tende a ser suavizado pelos sabores cheios de frutas, de forma que as uvas como a Merlot podem substituir o tanino por toques de ameixa. A principal característica do vinho tinto leve é seu frescor frutado, portanto são melhores quando não envelhecidos em barris de carvalho.

Mas, o que é o tal falado tanino que se encontra nos vinhos tintos? O tanino é a “espinha dorsal” do vinho tinto, aquilo que dá suporte às características da fruta e persistência no paladar. É a sensação de contração na boca e de algo cobrindo a língua que se percebe ao tomar um vinho tinto leve jovem de qualidade. O importante é que quando ele envelhece, o tanino se suaviza tornando-se, muitas vezes, imperceptível.

Uva Pinot Noir

Uma das principais uvas tintas em qualidade e distribuição no mundo. É suave e sedosa, de casca fina, baixa acidez, cor média, poucos taninos que apresenta aromas perfumados que evoluem com a idade. Gera alguns dos melhores vinhos tintos. É uma cepa instável que exige clima frio, poucos frutos e muito cuidado no vinhedo. Seu cultivo é extremamente difícil, sendo poucos os produtores bem sucedidos.

Seu lar é a Borgonha, na França, mas os vitivinicultores da Califórnia, EUA, e Chile têm obtido bons resultados. Os vinhos do Novo Mundo são mais flexíveis do que os equivalentes franceses, que costumam ser mais autênticos e tradicionais devido às técnicas milenares de cultivo. É uma uva usada em champagnes e espumantes devido ao seu sabor de fruta tropical.

Variedades de Pinot Noir

São muitas opções de escolha que a Wine Lovers proporciona para seus clientes, conheça algumas em seguida: W of Paine Pinot Noir Reserva, da vinícola chilena, William Cole Vineyards, com 100% Pinot Noir. Vinho de cor vermelho cereja com tons de rubi, translúcido e brilhante. No nariz, notas de frutas vermelhas como morangos maduros, chá preto, grafite e algum solo úmido. Na boca, persistência, corpo médio, frescor e taninos delicados e redondos. Acompanha bem pratos de risotos de cogumelos, sopa de caranguejo e brownie de chocolate.

Outro exemplo é o Bogle Pinot Noir, da vinícola californiana, Bogle Winery apresenta 100% Pinot Noir. Vinho surpreendente, elegante, complexo, com notas de frutos silvestres, hortelã, especiarias, lavanda, baunilha e tostado. Harmoniza com queijos envelhecidos e patês, pratos com cogumelos, aves e suínos.

Uva Merlot

A cepa específica ou a combinação de uvas que mais influencia o sabor do vinho tinto leve é a Merlot. Porque é a escolha dominante nas mesclas e produz tintos suaves, sedosos e suculentos com nuances de ameixa que perduram por décadas.

A Merlot tem grande importância nos vinhos produzidos e é originária de Bordeaux (Pomerol e St. Émillion), na França, e em varietais de outras regiões, tais como a Califórnia, o Chile e a Austrália.

Antigamente foi usada para acertar os vinhos feitos com a Cabernet Sauvignon e a Cabernet Franc, por isso tinha um papel de coadjuvante no processo de fabricação dos vinhos. Hoje, brilha como uma uva elegante, sutil, de tamanho médio, pele fina e de cor preta azulada. Possui taninos suaves e sabores carnosos na Califórnia. Produz vinhos leves e fáceis de beber no Chile, com sabores de ameixa e frutas negras.

Variedades de Merlot

Assim, a nossa sugestão para acompanhar esse clima é um vinho tinto californiano, o Bogle Merlot, da vinícola Bogle Winery, com 100% Merlot, que passa 12 meses em barris de carvalho americano e é considerado uma experiência de contrastes. Por ser de médio corpo, mas ao mesmo tempo leve e macio agrada muito ao paladar. No nariz, apresenta framboesas e cerejas negras e na boca notas marcantes de ameixas maduras. Combina muito bem com queijos de massa mole, patês de porco ou sozinho para beber como um saboroso drinque.

Para conhecer também, temos o Estrada Creek Merlot, da vinícola californiana, Anders-Lane Artisan Wines, com 100% Merlot, passou 9 meses em barris de carvalho americano e francês. Possui notas de cerejas negras, groselha e amoras pretas no nariz e final longo aveludado. Na boca, presença de tons de carvalho tostado agradável e persistente. Harmoniza com carnes vermelhas, porco, vitela e massas de molhos leves.

Exclusividade

O Estrada Creek Cabernet Sauvignon é um exemplo único de vinho tinto californiano leve desta uva que normalmente é mais encorpada. Vale muito a pena conhecer. Da vinícola Anders-Lane Artisan Wines (www.anders-lane.com), com 100% Cabernet Sauvignon, estágio de 14 meses em barris de carvalho americano, possui notas de frutas negras e especiarias. Final de gosto rico em baunilha com toque de defumado. Combina com carnes grelhadas, pizza, hambúrguer e pastas.

A taça ideal

A taça é um item muito importante. Uma taça lisa, com uma silhueta de “tulipa” é adequada para a maioria dos casos. As taças para os vinhos tintos devem ser maiores que as utilizadas para vinhos brancos (contém um volume aproximado de meio litro) e as taças para as degustações profissionais são ainda menores que as anteriores.

O fundamental é que o vidro seja liso e transparente, que o tamanho da taça permita girar o vinho por suas paredes comodamente, e quando possível, que a sua borda tenha a função de concentrar os aromas.

Taça Borgonha

Possui bojo maior, no formato de balão, trazendo mais contato da bebida com o ar, ampliando assim os seus aromas. O vinho vai direto para o meio da língua. Perfeita para melhorar as notas maduras de vinhos complexos como Pinot Noir, Barolo e Rioja.

Taça Bordeaux

Possui bojo grande, bordas mais fechadas. Ideal para vinhos tintos das uvas Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec e Syrah. Seu formato impulsiona a bebida para a ponta da língua.

Temperatura

A influência da temperatura sobre nossos sentidos e a sensação de frescor na boca e na garganta faz parte do prazer de beber e de se refrescar. Preste muita atenção à temperatura recomendada. Em muitos casos está indicada no rótulo da garrafa. Os tintos devem ser servidos entre 14 e 16ºC quando não tiverem tanto tanino. De 16 a 18ºC quando tiverem um pouco mais de corpo (a maioria dos vinhos) e de 18 a 20ºC os mais encorpados.

Em todos os casos, a temperatura do vinho deve estar abaixo da temperatura ambiente. Se não tiver termômetro, tome como base que uma bebida com 17ºC é bem “fresca”. Por exemplo, em geladeira, leva-se uns 30 minutos ou mais para que 750ml de vinho fique nesta temperatura em um dia nem muito frio e nem muito quente.

Saúde

Alguns estudos mostram que o consumo de vinho tinto protege o organismo de doenças do coração. Na França, onde existe o hábito de se beber uma ou duas taças de vinho por dia, a incidência de problemas cardiovasculares é pequena em relação aos países que não possuem uma cultura do vinho.

Em parte, isso pode ser explicado porque o consumo moderado aumenta o nível de HDL (colesterol bom) e o grande amigo do coração são os flavonoides – substâncias que agem diretamente no fígado, inibindo a síntese de colesterol e diminuindo a oxidação das moléculas do organismo, ou seja, desaceleram os processos de envelhecimento. Alie o vinho tinto leve com uma dieta saudável, exercícios físicos regulares e peso controlado para afastar o risco da hipertensão arterial.

Resveratrol

Pesquisadores norte-americanos descobriram no vinho uma substância capaz de frear o envelhecimento do cérebro. O resveratrol, presente no vinho tinto, apresenta grandes benefícios neuroprotetores equivalente a uma dieta de baixa caloria e exercícios.

O estudo publicado na revista Tech Institute Gerontology e realizado por cientistas da Virginia Carilion Research mostrou que o resveratrol preserva fibras musculares e ajuda as conexões dos neurônios, as chamadas sinapses. A ciência comprova mais um vez como é bom beber vinho!

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